Maria Ivone Vairinho e Poetas Amigos

Outubro 25 2010

“Confrades,” meus parabéns

Pelo teu aniversário

Pelos poemas que tens

Hás-de tornar-te lendário

 

Ao nosso presidente

Um carinho especial

È perfeito, persistente

Faz do site seu ideal.

 

Que dizer da São Tomé?

Tão meiga, conciliadora?

È uma mulher de fé

Poética, inspiradora.

 

O meu amigo Euclides

Nisto já é veterano

Tão poéticas suas lides

Visita-nos ano, após ano.

 

E a Ivone Vairinho

È a ternura em pessoa

Para ela o meu carinho

Uma jóia rara e boa.

 

E ao amigo Reis Costa

Que do site está em férias

Volte sempre em resposta

Às minhas discretas lérias

 

E ao confrade Amadeu

Qual príncipe encantado

A esse convido eu

Para ser meu namorado.

 

E sobre o Pedro Valdoy

Um poeta dedicado

Quando a saudade lhe dói

É que ele fica inspirado.

 

José Manuel Vaz Jacinto

Rapaz de grande talento

E eu penso que não minto

Se disser que é um portento.

 

Eu um dia sachei milho

Hoje, poeta diligente

Da Maria Petronilho

Leitora consequente.

 

A Moncarcho, o Agostinho

Poeta que se admira

O saúdo com um vinho

Das terras de Odemira.

 

Fernanda Lúcia, minha amiga

Das fainas da poesia

Minha saudade se mitiga

Com tua escrita de magia.

 

E que pensar de Sustelo?

Uma ponte para a amizade...

Não é nenhum pesadelo

Antes sonho e claridade.

 

Com admiração verdadeira

Cumprimento Joaquim Evónio

Ele veio lá da Madeira

Não é nada possidónio.

 

Rosa Dias, poetisa

Ex-libris do Alentejo

O meu bairrismo enfatiza

Nos dias em que te vejo.

 

Para não esquecer ninguém

Alguns nomes desconheço

Homenageio também

A todos com muito apreço

 

MARIA VITÓRIA AFONSO 

publicado por appoetas às 12:01

Março 19 2010

 

 A viagem
Perfil de Fernando
 
Olá, meu indelével viajante,
De quem me propus fazer o perfil
Bom percurso, incansável caminhante,
Na senda da musa doce, subtil.
 
Com teus poemas traçaste rotas mil
 E cantaste a Natureza exuberante!
Como primaveris manhãs de Abril
Te inebriaste de halo radiante
 
No “Pássaro Grande” vais ter ao Amor
Retribuis a viagem com ardor
Dois seres a conjugar o verbo amar.
 
Neste momento conto tua história
Que este dia fique na memória
Tua alma gémea te irá glorificar
                                            Maria Vitória Afonso
                   Amora, 17/2/2010
     
A viagem
 
Nosso viajante chegou cansado
Mas, com certeza, logo estará bem.
De cá do Oceano, esperou acelerado
O coração daquela que o ama também.
 
Com alegria ele encontrou no Brasil
A musa dos sonhos que diz adorar.
E, como Poeta que sempre fora gentil,
Deixará seus lindos versos além do mar.
 
Ah! Se o “pássaro grande” deixasse aqui
O coração que veio buscar a felicidade!
Eu não o deixaria sofrer a dor que senti.
 
Sente décadas, antes, viveu com saudade!
E hoje, mais três anos de sonho e amor.
Ah! Quisera eu o seguir por onde ele for!...
                                  Maria da Luz
                          São Paulo, 19/2/2010
 
 
publicado por appoetas às 18:26

Março 18 2010

 

 
Alentejo e Melancolia
 
Sonhar o Alentejo! Nada fácil...
 
Saudade tanta! Nem a prosa é grácil
 
Tento então a Poesia
 
Alentejo! Meu Alentejo!
 
Recordo toda a tua magia.....
 
Fora do espaço telúrico envolvente.
 
Melancolia! Dói a alma da gente!
 
Abominei o marasmo das noites silenciosas
 
Torturo-me, agora. com lágrimas copiosas,,,
 
E aos domingos o cante alentejano?!
 
Entoado pelo grupo, puro povo lhano!
 
Transbordando da vila, ecoando na planura....
 
Moço cantador me fazias  olhos de ternura....
 
Com o sacho cavei o hortejo das courelas
 
Hoje, com caneta escrevo odes para  elas.
 
A saudade arde, queima-me o peito
 
Tu, Alentejo, aqui tens o meu preito..
 
Maria Vitória Afonso.
publicado por mariavitoria às 10:47
editado por mariaivonevairinho em 19/03/2010 às 18:26

Outubro 16 2009

A nossa querida Associada Maria Vitória Afonso enviou-me cópia de duas cartas (já publicadas no Diário do Sul), da sua correspondência com a escritora brasileira Maria da Luz Alves, que há pouco tempo lançou em Portugal o seu último romance, A Filha do Cerrado, que a APP publicitou.

 

Gostei muito destas cartas abertas e espero que os associados também gostem de um estilo e hábito que se vão perdendo na época em que a internet é dona e senhora da comunicação, em que os poemas, os trabalhos se seguem numa velocidade tal que muitas vezes não conseguimos sentir na sua plenitude a sua mensagem,  o seu perfume poético.

Para mim, ainda continua a ser importante o "cheiro" do livro, do papel nas minhas mãos!

Maria Ivone Vairinho

 

Amizade e Literatura

 

Carta Aberta à romancista Maria da Luz Alves

 

Regressada da Beira Alta, após umas mini-férias tive logo o prazer de te ver e conversar contigo através do M.S.N. e câmara enfim a facilidade das novas tecnologias nos darem a oportunidade de falarmos do que muito nos encanta na vida: literatura brasileira e literatura portuguesa. 


Não levava comigo ideias de escrever mas sim de ler. Comprei o “Expresso” pois como sabes não dispenso a leitura da “crónica do lado de lá”de Luís Fernando Veríssimo. Depois de ler o seu livro”As Mentiras que os Homens contam” que gentilmente me trouxeste do Brasil como oferta, não mais vou perder a oportunidade de me deliciar com o seu humor, a sua sabedoria.
Se é verdade que filho de peixe sabe nadar, Luís Veríssimo filho de um dos maiores romancistas do Brasil tem um estilo inconfundível.
Eu já te contei que tive o privilégio de aos 15/16 anos conhecer pessoalmente Érico Veríssimo quando ele se deslocou à cidade de Beja. Conseguindo um convite que não foi fácil de obter eu assisti à conferência e à sessão de autógrafos.  Curiosamente apenas duas jovens, eu e uma amiga,  se encontravam na assistência.
E foi a nós duas que Érico Veríssimo se dirigiu para colocarmos as questões que iniciariam o debate o que fizemos com o orgulho e entusiasmo próprios da idade.
A grande empatia que o escritor tinha com a juventude....

Eu obtive um autógrafo para o livro “Um lugar ao Sol” e a minha amiga para o livro “O resto é silêncio”.Foi para nós um dia inesquecível....
Depois li todos os livros de Érico Veríssimo de que continuo grande admiradora Quando comecei a ler os teus romances eu encontrei alguma semelhança com a obra de Érico Veríssimo:
-Muito humanismo
-Vivacidade nas descrições
-candura dos personagens
-magia na caracterização do sul brasileiro

Por coincidência tu trazes-me um livro do filho dele e  eu tornei-me incondicional admiradora do grande cronista Luís Veríssimo antes mesmo de saber que era dos maiores do Brasil.
De vez em quando envio-te para o Brasil as minhas crónicas do Diário do Sul.
Generosamente dizes que arquivas num dossier as minhas crónicas. E que no humor te faço lembrar o Luís Veríssimo. Não amiga....Eu como dizem os alentejanos  sou apenas uma”c(u)riosa”.

Em linguagem alentejana significa uma pessoa que gosta de fazer uma coisa para a qual tem apenas um jeitinho.
Mas o que dizes é um grande estímulo para o meu desejo de continuar a escrever.
Nas nossas conversas falamos de escritores portugueses. Eu sou uma grande admiradora de Miguel de Sousa Tavares.
Aprecio a sua escrita  criativa e sensível .Deve ser herança genética daquela senhora sua mãe ,que foi grande  na poesia e na prosa e encantou gerações: Adultos, adolescentes e crianças.
Nos nossos debates falei-te muito do “Equador”.E aconteceu algo interessante que me contaste: No avião em que viajavas de  retorno ao Brasil, um pouco triste por deixares os teus amigos Fernando Reis Costa e Maria Vitória, logo ali encontraste sentada a teu lado uma senhora muito agradável, antropóloga brasileira e que levava nas mãos precisamente”O Equador” de que eu te tinha falado.
E como tu levavas um exemplar de “A Filha do Cerrado” logo ali fizeram a troca .
Durante as 10horas de viagem leste o romance de Miguel Sousa Tavares e  a outra senhora encantou-se com o teu romance.
E contaste-me bem feliz (o que é a amizade) que a referida antropóloga ao terminar a leitura do meu texto na contracapa proferiu “Muito bem escrevem estes portugueses.”
Isso me deu tanta alegria como o sucesso que tiveste na apresentação desse mesmo livro na cidade de Amora com todas as associações culturais da cidade a apoiarem e a imprensa local de carácter cultural a fazer a cobertura do evento

:-Jornal do Seixal
-Notícias do Seixal
-Boletim da Casa do Educador do Seixal
-Revista Tarde Cheia da Unisseixal

Minha querida  amiga :É um privilégio falar contigo 2 ou 3 vezes por semana sobretudo de literatura onde  abordamos temas de Machado de Assis, Cecília Meireles,   Manuel Bandeira, Paulo Coelho de quem és amiga,  e dos portugueses também, José Luís Peixoto, Fernando Pessoa, Eugénio de Andrade, Fernando Reis Costa nosso amigo comum e muito conhecido no Brasil etc,  etc. E quero dizer-te que a nossa parceria luso-brasileira na qual esteve inserida  a apresentação do teu livro em Portugal continua...
Não levarás a mal que eu partilhe com os leitores deste jornal de que me orgulho de ser colaboradora e que te chega por vezes aí, que tu e eu  temos o projecto de publicar um livro em conjunto incluindo 10 contos brasileiros e 10 contos  portugueses  na sua maioria de temática alentejana.

Muitos beijinhos daquela que consideras a tua irmã mais velha

Maria Vitória Afonso

Publicada no Diário do Sul em inícios de Outubro

 

     Carta aberta  a  Maria Vitória Afonso

 

Certa vez percebi que uma gotinha de inveja me perturbava. Fiquei furiosa!... É um sentimento que sempre quis bem distante de mim.
O fato é que conheci primeiro a tua literatura, depois, a pessoa maravilhosa que és. E, assim que criei coragem de ser conduzida pelo “pássaro grande” como disseste numa das tuas crônicas, um pouco receosa pensei: Com esta timidez não sou capaz de manter um diálogo!... Maria Vitória é fina. E eu, neste jeito biriba de ser, sinto-me aparvalhada. Quem dera se eu fosse como a professorita de espanhol!...
Maldito sentimento!... Ainda bem que me policiei há tempo!
Não há competição para a amizade. Os valores são diferentes. O bom amigo é como o joalheiro; em cada pedra trabalhada deixa o seu esplendor. Com o tempo de convivência, descobrimos o quanto a amizade é importante em nossas vidas. É algo primordial que devemos cultivar. A presença de um amigo com quem temos afinidades, é um privilégio sem preço. Pela vida a fora conheci muitas pessoas, mas que ficaram no esquecimento. Eu não soube conquistá-las; ou, talvez não souberam elas como penetrar neste coração arranhado pelas decepções. No entanto, através de Fernando Reis Costa e de ti, querida amiga, conheci outras pessoas que me despertaram desejo em preservar a amizade. Vocês me ajudaram a abrir a janela d’alma. E hoje, com carinho, agradeço. Agora sei que a solidão pode secar até os nossos pensamentos. E um bom amigo desperta em nós o desejo de sair do isolamento que obscurece a própria razão.
Lembro-me de certa vez que comentei contigo pelo MSN sobre um dos primeiros livros que li: “Olhai os Lírios do Campo”. O autor, Érico Veríssimo, é para mim um mágico que entrelaça o bem e o mal a ponto de nos fazer chorar. Até mesmo com as lágrimas, na leitura, ele nos consegue prender. Tu me disseste ser ele um dos teus favoritos. Então, apresentei-te o filho, Luís Fernando Veríssimo. — Enquanto o pai nos faz chorar com os romances, ele nos desperta o riso. — Aliás, isto é melhor! — Comentamos.
Ainda naquele dia, falei que eras privilegiada porque conheceste Érico Veríssimo pessoalmente. Logo me disseste: Ainda podes conhecer o filho que, como tu, mora no Brasil. Então, descobri no momento que faz parte do teu feitio levantar o ego de quem está contigo.
Em nossas conversas, tu me despertaste o interesse em conhecer José Saramago, Miguel de Sousa Tavares e outros contemporâneos; uma vez que antes, com exceção de ti e de Fernando Reis Costa, eu lia somente Fernando Pessoa, Florbela Espanca e os clássicos.
Assim, através da literatura luso-brasileira começamos a descobrir a nossa primeira afinidade. Agora são tantas!...
Essa troca de cultura parece que nos faz compor um fórum de experiências vividas no dia a dia. E assim nos comportamos como se não vivêssemos em dois paises diferentes. Apesar de falarmos a mesma língua, compartilhamos de variação linguística e costumes que aguçam a nossa curiosidade. Daí, aprendemos mais.
Hoje nos conhecemos não só como uma amiga virtual, mas como se fôssemos da mesma família. Aliás, com um privilégio a mais: Parente não se escolhe e eu te escolhi para seres a irmã do meu coração.


Maria da Luz

São Paulo, 5/9/2009
Publicado no Diário do Sul em meados de Outubro

publicado por appoetas às 18:56

Outubro 04 2009

MOCIDADE

 

Ser moça da vila....
Ai que saudade,
Do estado de graça
A que a mocidade
Imprimia raça.
Desses tempos idos
São sonhos perdidos
E a recordação
De tanta paixão 
Ficou na magia
Dum texto em poesia.

 

MARIA VITÓRIA AFONSO

publicado por appoetas às 06:35

Maio 25 2009

 SEMPRE O SUL
 

Eu gosto das mulheres do Sul

De qualquer país a norte ou a sul situado

É por isso que adoro o Cerrado

Do Planalto Central Brasileiro

Com seu exotismo verdadeiro!

 

O araçá, o pau-santo, a gairoba, o pequizeiro

A sucupira, a catuaba e o indaiá

E tudo o que mais por lá há.

 

Alguém de lá disse: Faz lembrar o teu Alentejo

E por isso nessas mulheres do Sul me revejo

A elas dói-lhes a terra queimada;

A mim a minha região desertificada.

 

Elas receiam perder o pequi, a mamacadela;

Eu, os caquizes, os saramenhos e os casminos.

 

As armas dos poetas são as palavras

E as palavras têm de ser belas

Para preservar as mamacadelas.

 

Se elas forem como hinos

Talvez no Alentejo preservem os casminos!

 

Arremessa pois tuas poéticas palavras

Contra degradações da Natureza!

Tua mensagem assim lavras

Preservas da terra, sua beleza.

  

 Maria Vitória Afonso

 

Cerrado Brasileiro                                      Alentejo

 

publicado por appoetas às 04:10

Maio 15 2009

AS TUAS MÃOS

 

As tuas mãos, tão hábeis, engenhosas
Realizam um trabalho de artista
São esguias, sensíveis, carinhosas
Douram meus sonhos de idealista

 

Elas esboçam formas caprichosas
Na tela e na vida qual pista....
Onde escorrego e de forma maviosa
Me ergues, com teu espírito altruísta

 

Elas me inspiram quase diariamente
O poema que imagino somente
Sem o passar, embora, à realidade

 

Esse é o sonho meu quase adiado
Porque é da minha sina, é do meu fado
Enublar marcas da felicidade.


MARIA VITÓRIA AFONSO

 

 

publicado por appoetas às 03:53

Maio 08 2009

Maria Vitória Afonso  - e -  Fernando Reis Costa

(Promotores do evento com a CES )
 
Casa do Educador do Seixal
Junta de Freguesia de Amora
 Unisseixal – Universidade Sénior do Seixal
Maria da Luz (autora)
 
A Presidente da Direcção da APP, Maria Ivone Vairinho, foi convidada para este evento. Dado que no dia 30 de Maio se realiza a entrega dos prémios aos vencedores dos VIII Jogos Florais da APP, no Palácio Galveias,  delegou na associada Maria Vitória Afonso a sua representação.
 
VOTOS DAS MAIORES FELICIDADES PARA A ILUSTRE POETISA E ESCRITORA BRASILEIRA MARIA DA LUZ

 

publicado por appoetas às 04:54

Este blogue está aberto aos co-autores e Poetas Amigos de Maria Ivone Vairinho
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